Joel Burigo

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Eu já quebrei uma empresa

Eu já quebrei uma empresa, aos 25.

  1. Eu já quebrei uma empresa. Aos 25 anos.
  2. Abri minha primeira empresa aos 23, em Itajaí. Dois anos depois, ela quebrou.
  3. Fui para Minas atrás de uma oportunidade. Chegando lá, ela não existia.
  4. Morei num barraco em Ribeirão das Neves. Colchão em cima de tijolo. Sem geladeira.
  5. Trabalhei terceirizado nos Correios, no centro de encomendas, por uns R$ 1.400.
  6. Aí imprimi mil cartões de visita. E bati em mais de cem portas na Avenida Afonso Pena.
  7. O primeiro site saiu por R$ 500. E o cliente só pagava se aprovasse. Ele aprovou, pagou e me indicou.
  8. Quando ninguém te conhece, não adianta esperar o cliente chegar. Tira o risco dele e bate em mais portas. Menos sorte, mais método.

Eu já quebrei uma empresa, aos 25.

Depois disso, fui parar num barraco em Minas, trabalhei nos Correios e recomecei com mil cartões de visita e uma regra simples: o cliente só pagava se aprovasse.

Não tinha nome, não tinha portfólio, não tinha dinheiro. Tinha volume de portas e um jeito de tirar o risco de quem dizia sim. O primeiro cliente aprovou, pagou e me indicou. Foi assim que a roda começou a girar.

Se você está começando, ou recomeçando: quantas portas você bateu esta semana?

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Do achismo ao método

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